Immanuel Kant tomava café exatamente às cinco da manhã, com a regularidade de um relógio suíço. Os habitantes de Königsberg, dizia-se, acertavam seus próprios relógios pelo passeio matinal do filósofo.
Simone de Beauvoir preferia escrever em cafés barulhentos, alimentada por croissants e cigarros, observando estranhos como matéria-prima para personagens. Para ela, o pensamento exigia o mundo, não o isolamento.
Talvez o que esses rituais ensinem seja simples: pensar bem é menos sobre genialidade e mais sobre criar as condições mínimas para que a atenção floresça.
— Fim do trecho —
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