BibliotecaArtigo · Filosofia

O café da manhã dos filósofos

por Rafael Mendes

4 min2024

Immanuel Kant tomava café exatamente às cinco da manhã, com a regularidade de um relógio suíço. Os habitantes de Königsberg, dizia-se, acertavam seus próprios relógios pelo passeio matinal do filósofo.

Simone de Beauvoir preferia escrever em cafés barulhentos, alimentada por croissants e cigarros, observando estranhos como matéria-prima para personagens. Para ela, o pensamento exigia o mundo, não o isolamento.

Talvez o que esses rituais ensinem seja simples: pensar bem é menos sobre genialidade e mais sobre criar as condições mínimas para que a atenção floresça.

— Fim do trecho —

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